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ONU cria grupo de responsabilidade social
A organização Conversando com as Nações Unidas quer servir de referência para projetos sociais no Brasil

 

O Estado de S. Paulo
Quarta-feira, 25 outubro de 2006

 

Ana Paula Lacerda

Foi realizado ontem o lançamento da Conversando com as Nações Unidas (CNU-Brasil), uma organização que tem como objetivo aproximar a ONU da sociedade civil, por meio da divulgação de suas idéias, valores e pesquisas. “As pessoas se sentem muito distantes da ONU porque normalmente são seus governos que se manifestam na tomada de decisões. E muitas pessoas não sabem o que seus governos andam fazendo”, explicou o embaixador Rubens Ricupero, presente ao evento.

Cláudio Szajman, presidente do CNU-Brasil e do Grupo VR, diz que esse novo órgão vai servir de ponte entre tudo o que já foi feito pela ONU e pela sociedade. Os melhores trabalhos de responsabilidade social das empresas e entidades serão estudados e difundidos. “Existem ‘N’ programas excelentes no Brasil que tratam de crianças, por exemplo. Mas esses programas não são utilizados como referência e cada empresa tem de recriar a roda ao montar seu próprio projeto”, explica. “E também não se conhece o que é feito lá fora.” Szajman diz que isso ocorre mesmo com a grande presença de agências das Nações Unidas do Brasil: das 23 existentes, 21 estão no País.

Uma das primeiras decisões da CNU foi de criar a Casa da ONU, que deve ser construída em 2007 no centro de São Paulo. “Ainda não há projeto definido, mas será uma casa onde as pessoas poderão conhecer tudo o que é feito de melhor pelas empresas e pela ONU”, diz o presidente do Banco Real e presidente do conselho de governança da CNU, Fábio Barbosa. Ele afirmou também que existe a intenção de se instalar um Centro de Estudos e Pesquisas no Brasil. “Já temos diversas pesquisas sobre IDH, meio ambiente e violência. A solução dos problemas de um país não pode ser isolada. E quem melhor do que a ONU para fornecer esse tipo de material de pesquisa?”

Após o lançamento, foi realizada uma apresentação sobre a ONU, a CNU e os direitos humanos para cerca de 70 empresários e convidados. “Acho que todos os esforços para diminuir a desigualdade são válidos”, disse Rogerio Oliveira, presidente da IBM. “Na nossa empresa, defendemos os valores discutidos aqui e apoiamos que haja uma integração.” Para o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Vogt, a CNU vai agilizar processos. “Uma instituição que abre canais de comunicação dinamiza não só diagnósticos de problemas sociais, como também as maneiras de resolvê-los.”

“Queremos pluralismo de opiniões e nenhuma vinculação política”, disse Szajman. “Foi complicado criar esta organização em um ano eleitoral.” Ele disse que as lideranças convidadas a participar da CNU foram aquelas que tinham valores semelhantes aos da ONU. “Precisamos criar novas gerações mais humanitárias, e uma de nossas preocupações é divulgar a carta da ONU e a declaração dos direitos humanos.”

PODER

O encontro criou espaço para discutir as questões políticas envolvendo a ONU. O embaixador Rubens Ricupero afirmou que, mesmo após episódios como a bomba da Coréia do Norte, a entidade não perdeu credibilidade, como se especulou. “Talvez tenhamos perdido efetividade nestes casos, ou seja, a capacidade de obter resultados. Mas a ONU mantém sua credibilidade.” Ele citou as 17 operações de paz organizadas pela entidade.

Em relação à candidatura brasileira à uma vaga no Conselho de Segurança, Ricupero diz que não é correto dizer que o Brasil desistiu da sua vaga para apoiar outro país. “Nossa candidatura era a uma possível vaga permanente que seria criada. Mas esse assunto não andou”, explicou. De acordo com ele, o Brasil recentemente apenas apoiou a candidatura da Venezuela a uma vaga no conselho rotatório por ser um país próximo e da América do Sul.

 

 


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